As associações de pacientes de Cannabis medicinal surgiram no Brasil como a alternativa viável para promover tratamentos de saúde. Isto porque, embora a planta ofereça um universo de possibilidades, o direito ao uso ainda é restrito. As associações unem pacientes e oferecem opção de tratamentos a preço justo. São a única alternativa de milhares que não podem arcar com os elevados custos dos produtos importados.
Este modelo é uma exclusividade brasileira e surgiu da união de pacientes e suas famílias. As associações não são farmácia e nem pretendem ser. São entidades sem fins lucrativos, que acreditam na fraternidade e no direito de cuidar. E além de cuidar dos associados, elas cuidam da natureza. Isto porque as associações realizam todo o cultivo seguindo os princípios da agroecologia.
Todo o processo de plantio das associações é feito com compostos orgânicos. São utilizados fertilizantes naturais, que devolvem para a terra o que ela nos dá, sem utilizar agrotóxicos ou outros contaminantes. Outro compromisso das associações é com a preservação e recuperação ambiental, uma vez que o plantio orgânico precisa de um solo saudável e da harmonia natural entre a vegetação e a fauna local.
As associações fazem bem para natureza e para a economia. São centenas de empregos diretos gerados no Brasil e outros tantos indiretamente, como na cadeia de insumos, embalagens e na alimentação dos funcionários. As fazendas de Cannabis para fins medicinais ajudam a desenvolver o potencial de regiões com vocação agrícola, além de extrair o melhor da natureza sem comprometer a qualidade da água e do solo. É desenvolvimento local sem agredir o ecossistema.
As associações canábicas podem ensinar muito ao mundo, aproveitando todo o potencial da planta para recuperar o meio ambiente. Elas fazem bem não só aos associados, mas ao ecossistema local e ao planeta. Repense o óbvio. Assine a petição e nos ajude a construir um futuro com mais saúde.





